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Opinião

A ‘estirpe’ de Cascais no Alentejo

A opinião de Amílcar Matos

Amilcar Matos

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em

Sabemos que elas são vazias de ideias. Despejadas de inteligência. Fúteis em demasia para uma sociedade que já começa a saber parar, escutar e olhar.

Vem a propósito da presença infeliz de gente infeliz e de convites infelizes.

Tudo se passou aqui mesmo no Alentejo.

Um empreendimento turístico achou ser digno para a sua ‘marca’ e respectiva publicidade convidar um dito ‘lote’ de vip’s nacionais para a respectiva inauguração.

Aquelas e aqueles que andam de festa em festa de vestidos, sapatos e jóias à custa de um qualquer criador mais ou menos ilustre, mas só lá na sua aldeia, e que habitualmente não a citam por simples vergonha.

Entre todos os convidados uma senhora ousou dizer que ‘ o Alentejo está na moda porque apareceram várias pessoas de outra estirpe social que acabam por promover o Alentejo’.

Não irei mencionar o nome desta senhora em respeito para com a inteligência da mulher portuguesa e para respeitar a própria pelo facto de ser de ‘uma outra estirpe’.

Na verdade pertence a outro ‘lote’ de gente que habitualmente aqui no Alentejo mandamos à merda e com as quais qualquer momento de conversa não passa de um momento perdido.

Ela não será a maior culpada já que a sua presença é habitualmente recompensada o que me faz lembrar umas ditas senhoras, porventura com muito mais dignidade, que ganham a vida mais às ‘descaradas’. 

Saiba seu exemplar de ‘estirpe’ que a si a achamos do mais reles e medíocre ao nível de qualquer ser humano.

Felizmente que a sociedade de hoje segue cada vez menos ‘exemplares’ destes ao contrário por exemplo das ‘Vacas Garvanesas’ que felizmente estão a aumentar o número de exemplares.

Triste não deixa de ser esta opção de ‘empresários’ ou de agências que encontram neste tipo de gente uma forma de ‘promover’ ou talvez ‘despromover’ os seus investimentos.

Felizmente que o convite que me fizeram, ainda que a título profissional, não foi correspondido. 

A ideia de trazer a esta região este tipo de ‘exemplares’ para promover o que quer que seja já ‘deu uvas’.

Não pensem que virem meia dúzia de revistas que todas juntas vendem 50 mil exemplares compensa para um projeto que tem tudo para ser de qualidade.

Ainda para mais quando tem como objetivo alcançar mercados estrangeiros que nunca ouviram falar em Cascais quanto mais em tias de Cascais.

Puro ‘tiro ao lado’. A sobriedade é muito bonita mesmo quando na mão se tem o copo da inauguração.

O turismo no Alentejo não precisa desta ‘estirpe’ para se mostrar ao mundo.

A região não precisa desta ‘estirpe’ para liderar a procura.

Qualquer empreendimento turístico não precisa desta ‘estirpe’ para se inaugurar.

Haja respeito pela região e pelos alentejanos. 

É certo que temos a mesma origem genética da ‘estirpe’ de Cascais mas em momento algum nos confundimos com tal aberração.

Orgulho em ser Alentejano.

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António AlvesIsabel AndradeRosa RodriguesOrquideaMiguel Sobral Autores dos comentários mais recentes
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Eduardo Silva
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Eduardo Silva

O meu apoio incondicional a este artigo. Bem hajam o Alentejo e os Alentejanos.
Eduardo Silva

Carlos C.
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Carlos C.

Afocinha Jardim

Paula
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Paula

e unidos já mais seremos vencidos
❤meu alentejo

Susana Resende
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Susana Resende

E está tudo dito!

Fernando Palma
Visitante
Fernando Palma

Não consigo perceber qual é o objetivo deste artigo com tanto destilar de amargura.
Deve ser por ter nascido em Beja e morar em Cascais.
O alentejano tem uma qualidade muito caracteristica que é ignorar o que não interessa. Devia té-la utilizado pois como alentejano sinto-me envergonhado desta prosa a roçar a xenofobia.

Ana Sara Cruz
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Ana Sara Cruz

Curto e grosso. Grande Amilcar.Orgulho de ser alentejano.

jose.manangão
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jose.manangão

Compadre isto está-me cheirando a cinhá, ou lili objectos que não são de lá nem de cá e muito menos daquí….

Rui Frazão
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Rui Frazão

Caro Fanam, permita-me assim tratá-lo, mantendo no entanto uma mui cordial forma de trato… Calhando o facto de morar em Cascais, eventualmente, ter-lhe-á toldado o discernimento. Eu, nascido no Alentejo, profundo como alguém, um excelso pediatra, seu eventual vizinho, lhe chamou há uns meses por não saber mudar um pneu ao seu mavioso veiculo, vivendo na cidade de Aveiro, concordo plenamente. ps: Uma vez que semos Alentejanos os dois, calhando até podemos ter ideias diferentes. E num à-parte, a Gracinha podia ter ficado onde nasceu, pois nada trouxe de melhoras ao nosso Pais. Agora vou, pois já tem à-vondo!

Margarida
Visitante
Margarida

Bravo !!
Tudo dito!

Luís
Visitante
Luís

Valente Jornalista!

Luís
Visitante
Luís

Valente Jornalista.

Miguel Sobral
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Miguel Sobral

Não teria dito melhor.

Orquidea
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Orquidea

A tal estirpe a que ela se refere é a corruptos, ladrões e vigaristas.O Alentejo deles começa na Comporta e estende-se até ao Algarve, Vale de Lobo, Boliqueime etc.

Rosa Rodrigues
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Rosa Rodrigues

Obrigado pelo bom trabalho deste jornalista, por na ordem esta felaninha que como tem estirpe nem merece ser tratado por nome próprio é uma aberração de inteligência…. Um bem haja a este grande jornalista.

Isabel Andrade
Visitante
Isabel Andrade

Que eu saiba, as “Estirpes” referem-se a vírus, normalmente muito resistentes e difíceis de erradicar, tal como a célebre frase da dita “Senhora” se “espalhou” estes também se propagam rapidamente e agora vemos emergir o “Antídoto Alentejano” para combater a “Estirpe de Cascais”.

António Alves
Visitante
António Alves

Essa senhora é uma inculta, vive do croquete!!! , pois, nunca fez nada na vida!!! E , fico me por aqui.

Opinião

Carta aberta a Joacine Katar-Moreira.

A opinião de Gaspar Macedo

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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em

Cara deputada.

Não escrevo esta carta pela sua gaguez, nem por ser mulher e muito menos por ser negra. Escrevo, porque estou farto dessa sua vitimização que reduz todos aqueles que de si discordam a “racistas”, preconceituosos de “extrema-direita”.

Recentemente, acusou até Daniel Oliveira, um jornalista de esquerda, de ser uma versão “mais polida” da extrema-direita. Para mim, o seu problema não é ser gaga mas sim ser uma egocêntrica e por isso não é muito diferente das pessoas que diz tanto ser contra. Vive da divisão, enquanto explora por mediatismo as diferenças e ressentimentos dos dois lados.

A verdade, é que a Joacine tem o direito de se vender constantemente como vitima, de acusar quem quiser de extrema-direita, ou de convenientemente confundir o valor histórico de uma pintura dos emissários indianos que saúdam Vasco da Gama, com uma “apologia” à escravatura ou uma qualquer “prova” de “racismo institucional”. O seu assessor tem o direito a usar saia e os seus apoiantes de empossar as bandeiras que bem entenderem.

A verdade, é que a deputada Joacine é o produto de uma comunicação social – em maioria preguiçosa- que anseia por “escândalos” sem substância, como os mexericos das saias ou as intrigas dos lugares apertados. A mensagem que transporta acaba por ser sobreposta pelas jogadas mediáticas.

Nós que assistimos, para além do direito temos o dever de ignorar tudo isso e falar daquilo que realmente importa, porque continuar a alimentar estas discussões fúteis, em torno de “não-questões”, é dar vida a uma corrente politica de egos frágeis e egocentrismos fortes, onde se fala mais dos políticos do que das politicas e dos problemas das pessoas.

Tenho dito.

Gaspar Macedo

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