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Gripe ou COVID-19: como diferenciar neste outono/inverno?

A opinião de LAURA BRUM

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Artigo de opinião

Gripe ou COVID-19: como diferenciar neste outono/inverno?

Vivemos um momento de particular incerteza este outono pois, para além do aparecimento de novas estirpes, não sabemos qual será o impacto do vírus influenza, causador da gripe, nestes meses de temperaturas tipicamente mais baixas.

Muito se falou sobre a diminuição generalizada (e até inexistência) de casos de gripe, desde o aparecimento da pandemia em março de 2020. A utilização regular da máscara, o distanciamento social e o confinamento, enquanto medidas de combate à COVID-19, ajudaram a prevenir e proteger as pessoas de possíveis infeções de COVID-19. E ajudaram também a reduzir substancialmente os casos de gripe no ano passado. Porém, neste próximo Inverno, a circulação sazonal do vírus da gripe pode conduzir ao aumento expressivo de novos casos gripais.

A atividade gripal – embora habitual – é, este ano, motivo de maior apreensão. A vacinação anual é a principal forma de prevenção da gripe sazonal. O que nos deve igualmente preocupar é efetivamente o grau de imunidade que a população tem para a gripe, dado que no ano passado, poucas pessoas foram vacinadas. Ao desconhecermos o nível de anticorpos, não temos outra alternativa se não confiar na imunidade alcançada por inoculações ou casos anteriores de gripe.

Este ano, vamos deparar-nos com uma questão nas nossas vidas: sofrendo de uma infeção respiratória, com sintomas de febre, tosse e dificuldade respiratória, estamos perante um caso de COVID-19, ou gripe? Cada uma das patologias tem implicações terapêuticas distintas, mas quadros clínicos muito semelhantes. É importante, por isso, fazer-se uma correta distinção.

Para ajudar a população e a comunidade médica a efetuar a distinção entre a COVID-19 e a gripe, a SYNLAB Portugal dispõe do Teste de Diagnóstico de Infeções Respiratórias, que avalia qual o agente patogénico responsável pela infeção respiratória em causa. Disponível para adultos e crianças, o teste de diagnóstico diferencial entre a COVID-19 e a gripe é realizado através de uma zaragatoa, sem prescrição médica obrigatória, e os resultados são enviados até 2 dias úteis. Este teste poupa quarentenas desnecessárias ao utente, e ajuda a comunidade médica a obter um diagnóstico mais preciso, bem como um tratamento dirigido e eficaz. E, nesta fase da crise pandémica, que ainda não está vencida, todas as ferramentas disponíveis que permitam evitar contágios, hospitalizações e internamentos são bem-vindas.

A prevenção, lembremo-nos, é capaz de mudar o rumo da evolução das doenças, e o seu impacto na saúde pública do país. Uma das surpresas mais agradáveis que assistimos durante o decorrer do processo de vacinação no combate à pandemia de Covid-19 foi testemunhar a participação em massa de milhares de portugueses, em especial de jovens, que, pelo próprio pé e voluntariamente, se deslocaram aos centros de vacinação. É tempo de repetirmos esse ato de consciencialização social, desta vez no que respeita à vacinação contra a gripe.

Nesta altura de aparecimento de uma nova variante, importa lembrar que não devemos baixar a cautela no que toca aos cuidados de higiene respiratória e proteção individual. O uso da máscara deve continuar a fazer parte do nosso dia a dia, em nossa proteção e daqueles que nos rodeiam, em particular quando estivermos com uma infeção respiratória (gripe, constipação) ou em contacto direto com doentes. Evitará, certamente, muitas infeções respiratórias nesta altura de sazonalidade de gripe e em tempo de pandemia!

A Organização Mundial da Saúde veio a público alertar que o vírus SARS-CoV-2 não está controlado, nem a pandemia vencida. Neste outono/inverno, façamos da “prevenção” a nossa principal causa individual. Se nos prevenirmos, ajudamos a que a doença não progredia – seja ela qual for.

LAURA BRUM, VIROLOGISTA E DIRETORA MÉDICA DA SYNLAB PORTUGAL

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Opinião

Sabe distinguir um enfarte de um AVC?

Artigo de Opinião de João Brum da Silveira, cardiologista.

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Artigo de opinião do médico João Brum da Silveira, cardiologista de intervenção e coordenador do Stent Save a Life

Sabe distinguir um enfarte de um AVC?

As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em Portugal. Trata-se de doenças que afetam não apenas o coração, mas também os vasos sanguíneos e diferentes órgãos. Destas, as principais responsáveis pela elevada mortalidade e que, por vezes parecem difíceis de distinguir entre a população, são o enfarte agudo do miocárdio, que acontece no coração; e o acidente vascular cerebral (AVC), que afeta o cérebro.

São duas situações clínicas que se localizam em órgãos diferentes, mas que, se não forem tratadas atempadamente, podem causar sequelas graves para o doente, podendo até, e como já foi referido, levar à morte. Ambas estão associadas a episódios vasculares, isto é, envolvem os vasos sanguíneos e, particularmente, as artérias.

Os sintomas são diferentes e devem ser distinguidos. O enfarte ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao coração fica obstruída, devendo as pessoas estar atentas a sintomas como dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade.

O AVC ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao cérebro fica obstruída (AVC isquémico) ou quando uma artéria do cérebro rompe (AVC hemorrágico), a pessoa pode sentir a face ficar assimétrica de uma forma súbita, aparecendo um “canto da boca” ou uma das pálpebras descaídas; falta de força num braço ou numa perna subitamente; fala estranha ou incompreensível; perda súbita de visão, de um ou de ambos os olhos, e forte dor de cabeça, sem causa aparente.

Em ambos os casos, na presença destes sintomas, não tente ir para o hospital num veículo próprio. Recomenda-se que ligue rapidamente para o 112, que siga as instruções que lhe forem dadas e que aguarde pela ambulância, que levará o doente para um centro especializado, onde será atendido como prioritário, sendo-lhe, prontamente, instituído o tratamento mais adequado.

É importante apostar na prevenção destas doenças, adotando um estilo de vida saudável. Pratique exercício físico, mesmo que apenas 10 minutos por dia; evite o álcool; não fume; e controle a alimentação, optando por não consumir em excesso alimentos ricos em açúcar e gordura.

A hipertensão arterial, o colesterol elevado, a diabetes, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo contribuem significativamente para aumentar o risco de sofrer de uma destas doenças.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover a campanha Cada Segundo Conta, uma iniciativa que tem como objetivos promover o conhecimento e compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce. Para mais informações sobre esta campanha consulte www.cadasegundoconta.pt.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular. Para mais informações consulte: www.apic.pt.

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