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23ª edição da Feira do Livro de Alcácer do Sal

Mostra decorre na baixa da cidade

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Em 2019, o certame tem lugar no Largo Luís de Camões

XXIII Feira do Livro dá brilho à baixa de Alcácer do Sal

O Largo Luís de Camões, na zona ribeirinha de Alcácer do Sal, acolhe, de 30 de novembro a 22 de dezembro de 2019, a 23ª edição da Feira do Livro de Alcácer. Além da venda de livros a preços simpáticos, que são uma ótima ideia para presentes natalícios, haverá sessões de contos e encontros com autores.

A Feira do Livro de Alcácer do Sal pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 15h às 18h30 e ao fim de semana, das 10h às 18h.

PROGRAMA

30 DE NOVEMBRO (SÁBADO)

16h – Perlimpimpim… Histórias sem Fim… – “O Cuquedo” e “O Cuquedo um amor que mete medo”, por Cátia Hilário Santos

1 DE DEZEMBRO (DOMINGO)

16h – Apresentação do livro “Educar pela positiva: um guia para pais e educadores”, pelo autor Nuno Martins

7 DE DEZEMBRO (SÁBADO)

16h – Perlimpimpim… Histórias sem Fim… – “Tio Lobo”, “A ovelhinha que veio para o jantar” e “Feliz Natal, lobo mau”, por Cátia Hilário Santos

8 DE DEZEMBRO (DOMINGO)

16h – Apresentação do livro “À procura da medusa”, pelo autor Miguel Mesuras

11 DE DEZEMBRO (QUARTA-FEIRA)

15h – Sessão de Contos com Carlos Marques

14 DE DEZEMBRO (SÁBADO)

16h – Apresentação do livro “Rodopio”, pelo autor Mário Zambujal

21 DE DEZEMBRO (SÁBADO)

15h – Apresentação do livro “Refeições saudáveis todos os dias”, seguido de showcooking, pela autora Ana Garcez

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Afinal quem são os indivíduos mumificados que estão na Capela dos Ossos ?

Num estudo realizado por especialistas em Antropologia Biológica em parceria com o Laboratório HERCULES da Universidade de Évora, Teresa Fernandes, bioantropóloga, concluiu que nem todas as lendas são verdadeiras. 

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Recorrendo a métodos de estimativa do sexo e da idade à morte, à pesquisa de lesões ósseas e dentárias e à análise de isótopos estáveis de Carbono e Azoto avançou-se no conhecimento sobre quem eram e como viveram estes indivíduos mumificados da Capela dos Ossos em Évora.

A bioantropóloga Teresa Fernandes, da Universidade de Évora, revelou que as duas múmias presentes na Capela dos Ossos, junto à Igreja de S. Francisco na cidade de Évora, pertencem a “uma mulher na casa dos 30 a 50 anos e a uma criança, do sexo feminino, com não mais do 2,5 anos”.

A revelação foi feita no interior da Igreja de S. Francisco, por lotação do espaço anexo à Capela dos Ossos, durante a iniciativa Conversas com Ciência, uma iniciativa em parceria entre a Universidade de Évora e a Câmara Municipal de Évora que contempla ações de divulgação científica direcionada para diferentes públicos.

A Capela dos Ossos da Igreja de São Francisco de Évora (século XVII), sobejamente conhecida pelo seu convite ao repouso eterno: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”, alberga duas múmias cuja história está envolta em mistério.

” Temos que recuar ao ano de 1750 para encontrar documentada a presença de múmias nesta capela cujas paredes interiores foram revestidas com ossos humanos. “

Os investigadores sublinham que, no caso das populações antigas, “o estudo dos seus esqueletos fornece dados acerca da sua demografia (ratios de idade e de sexos), saúde e bem-estar, dieta, violência, parentesco e modo de vida, ou padrões de actividade”.

Para encontrar respostas e conhecer mais sobre a história destas múmias, uma equipa de investigadores avançou em 2014 com uma campanha de investigação e restauro, abrangendo um processo de limpeza, conservação e estudo paleobiológico com recurso a observação macroscópica e análise imagiológica (Raios-X e Tomografia computorizada).

Graças a esta intervenção foi possível “estimar que a múmia adulta é de uma mulher que sofreu vários problemas de saúde ao longo da sua vida”. Teresa Fernandes sublinha que “para além de várias alterações degenerativas articulares, provavelmente relacionadas com a idade” a mesma mulher “teria sérios problemas de saúde oral”, sofrendo, inclusive “um processo infecioso, ativo aquando da morte, que produziu um abcesso na raiz dos molares superiores esquerdos, e perda ante mortem de 9 dentes”.

Os resultados deste estudo permitiram ainda saber da existência de um espessamento observável em ambos os seios maxilares bem como a “existência de sinusite maxilar crónica”, sendo que a própria “conformação do colo em ambos os fémures indica que o indivíduo apresentava coxa vara bilateral”.

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