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Turismo

1ª Edição do 24h Turismo em Alter do Chão

O Turismo já representa mais de 13% do PIB sendo este um dos setores que mais tem crescido nos últimos anos.

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Alter do Chão foi palco da 1ª edição do “24H de Turismo”, desenvolvido pela SFORI, consultora que atua nas áreas de desenvolvimento organizacional e marketing, com o apoio do Turismo de Portugal.

“O Turismo já representa mais de 13% do PIB. Sendo este um dos setores que mais tem crescido nos últimos anos, é para a SFORI deveras enaltecedor montar este programa intensivo para o Turismo de Portugal.

Os modelos de formação experiencial são comprovadamente os mais eficazes e, por isso, os mais marcantes. Assim, esta ação permitirá aos futuros profissionais de Turismo apreenderem modelos de eficiência que marcarão por certo o arranque do seu percurso profissional”, remata Alexandre Real, Partner da SFORI.
A iniciativa realizou-se nos passados 2 e 3 de maio no Pavilhão Multiusos de Alter do Chão ao longo de 24 horas consecutivas, e consistiu num desafio que conjuga formação e competição num evento pioneiro, recorrendo a metodologias de formação inovadoras.

Estiveram presentes 54 participantes do Ensino Superior oriundos de 6 instituições de várias zonas do país, nomeadamente: ISLA de Santarém, Instituto Politécnico de Portalegre, Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova do Instituto Politécnico de Castelo Branco, Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal e Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa.

A sessão de abertura contou com a presença de alguns convidados ligados ao setor do Turismo a nível Nacional e da Vila anfitriã, que dirigiram algumas palavras de apreço e motivação a todos os participantes.

O primeiro foi Francisco Reis, Presidente da Câmara Municipal de Alter de Chão que destacou que “A base da economia da região assenta na agricultura e alguma indústria de média dimensão, mas o Alentejo, tal como outras regiões do país, nestes últimos anos, apresenta taxas de procura turística bastante animadoras e a níveis nunca antes vistos e é o setor que mais crescimento apresenta”. O autarca rematou ainda dizendo que “A promoção e parcerias em projetos como este, como se configura as 24h de Turismo em Alter do Chão, reforça o nosso foco na profissionalização, estudo e valorização do território, sendo da maior importância ter jovens com espírito empreendedor e criativo, com vontade de apostar nesta região”

Seguiu-se Paulo Revés, Diretor do Departamento de Dinamização Escolar e Cooperação Internacional do Turismo de Portugal, que se mostrou satisfeito e orgulhoso com este projeto, agradecendo a presença de todos os participantes, salientando que “é muito importante que os nossos jovens adiram a este tipo de iniciativas, dada a necessidade que o setor tem em cativar jovens para estudar turismo e reforçar os quadros de recursos humanos.”
Também representantes dos parceiros dirigiram algumas palavras aos participantes, como foi o caso de Porfírio Perdigão, do grupo Vila Galé, de Ema Barradas do Vale de Barqueiros. A realização do evento contou ainda com o apoio do Hotel do Convento, representado por Rui Parada e da Coudelaria de Alter do Chão, que disponibilizaram as suas instalações para a realização de algumas das provas.

Durante as 24horas do desafio os alunos participaram em várias provas teórico práticos para a dinamização da cidade de Alter do Chão. As provas treinaram várias competências-chave para os futuros profissionais do Turismo tais como comunicação, visão estratégica, networking, criatividade, inovação e empreendedorismo.
O clima que se viveu foi de animação e entusiasmo ao longo do dia, culminando com a avaliação dos projetos finais de cada equipa e com a entrega de prémios, no qual estiveram envolvidos vários representantes de entidades do setor Turístico a nível Regional e Nacional.

A primeira classificada foi a equipa “TCP LX”, da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, que recebeu o prémio pelas mãos de Ana Paula Pais, representante do Turismo de Portugal. Os 2º e 3º prémios foram atribuídos à equipa “IDATUR” da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova do Instituto Politécnico de Castelo Branco e “ESCE” da Escola de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal respetivamente, que aceitaram os prémios pelas mãos da Tânia Falcão e de Ricardo Botelho.

Sendo também um dos objetivos desta iniciativa fomentar a colaboração e interação entre os alunos das diversas escolas envolvidas, foram ainda atribuídos prémios cujos vencedores foram escolhidos e votados pelos restantes participantes – Prémio Simpatia, Prémio de Cooperação e Prémio Perseverança.
As equipas agraciadas com esta distinção pelos seus colegas foram três das equipas pertencentes ao Instituto Politécnico de Portalegre: “À Sombra do Chaparro”, “Pani-Puri” e “Os Quatro e Meio”.

Património

Jornal espanhol compara Badajoz e Elvas. ‘Nuestros hermanos’ elogiam os portugueses.

Em causa a limpeza junto aos monumentos históricos das duas cidades

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Sob o título ‘Elvas limpa as encostas’ o Jornal Hoy de Badajoz fez uma comparação entre a ‘limpeza’ junto aos monumentos dos dois lados da fronteira.

Os elogios vão todos para Elvas que, dizem os espanhóis, é uma cidade mais limpa e que cuida muito melhor dos seus monumentos.

Leia o artigo traduzido para português:

“Elvas e Badajoz são cidades vizinhas separadas por pouco menos de vinte quilómetros e, além disso, fazem parte da mesma eurocidade. Mas a distância, os países a que pertencem e a língua não são as únicas coisas que os diferenciam. A conservação do meio ambiente de seus monumentos é outro dos aspectos marcantes que os distinguem.

É suficiente andar pelas duas cidades para apreciar as diferenças. Por exemplo, tomando como referência as encostas da Alcazaba e do forte de San Cristóbal Pacenses, e do ‘Forte da Graça’ e o aqueduto de Elvas.

Deste lado da Raya, o estado da vizinhança destes dois monumentos é muitas vezes controverso devido à sujeira e mato que os invade e aos incêndios que ocorrem por esse motivo. O último ocorreu em junho passado, apesar do fato de que o problema está sendo reduzido devido ao último trabalho de limpeza.

A situação dos arredores da Alcazaba e Forte de San Cristóbal é muitas vezes controversa

Depois do último verão, o trabalho de limpeza foi realizado e depois as áreas estão sendo tratadas com produtos fitossanitários.

No entanto, esses cantos estão longe de serem tão limpos quanto os portugueses. “Você tem que cuidar um pouco mais”, diz Santa Marín, vizinha do forte de San Cristóbal.

O forte, construído no século XVII, é um dos monumentos mais importantes de Badajoz, mas a área que o rodeia não corresponde à sua importância. As escadas que acessam as instalações pela rua Inés Medrano Gil levam os visitantes a um terreno baldio cheio de sujeira e detritos.”

O local é invadido por vegetação pobre e negligenciada, com marcas de incêndios e árvores caídas. O que poderia ser uma caminhada cultural planejada tornou-se uma caminhada cheia de obstáculos. Marín viveu sete meses ao lado do monumento, e durante este tempo ele pôde observar que a área não recebe a atenção necessária. «Não se cuide», frase.

Há três anos, a colaboração com um pastor começou para que suas cabras pudessem limpar as encostas, mas o resultado foi insuficiente. Todos os anos as chamas ameaçam o monumento, chegaram até a cerca do perímetro do forte.

Do outro lado do rio, a situação não é melhor. A Alcazaba de Badajoz, declarada Monumento Histórico-Artístico em 1931, possui um grande espaço verde, mas nem toda a área é conservada da mesma forma.

Na rua Suárez de Figueroa, onde fica o portão dos Carros, a entrada mais larga do monumento, há um grande contraste na manutenção de algumas áreas e outras. A poucos metros de um gramado regado e bem cortado, com árvores que decoram o acesso ao local, é possível encontrar arbustos secos de grandes dimensões.

O mesmo acontece dentro da Alcazaba, onde várias áreas de paisagismo não são melhores devido à falta de cuidados.

Juan Francisco Chaves mora ao lado do monumento há nove anos e, irritado, diz que “a área é regular, poderia ser melhor”. Ele acredita que “mais dinheiro é investido no centro” do que no resto da cidade. Isabel Díez, que também mora na área, coincide com Chaves. Não só se queixa da situação dos espaços verdes do bairro, mas também do estado das ruas em geral.

Omar Rosas costuma passear pela Alcazaba e afirma que a área “precisa de mais amor”. Também denuncia a ausência de pessoal de segurança no monumento. Rosas considera que as áreas verdes de Elvas são mais bem cuidadas do que as da capital de Palencia.

É verdade que os vizinhos consultados pelo HOY louvam a conservação do parque do Guadiana. Alfonso López, morador da região, costuma passear com seu cachorro nas margens do rio e pontuá-lo com dez.

Elvas, nada para ver
Por seu turno, a cidade vizinha foi declarada Patrimônio da Humanidade em 2012. Apesar de seu pequeno tamanho, tem um grande legado militar e a maior fortificação da Europa.

Ao entrar em Elvas, sua vegetação oferece uma recepção calorosa ao visitante. As áreas verdes da cidade são caracterizadas pelo verde intenso e limpeza. Acima de tudo, é exemplar a manutenção das áreas próximas aos principais monumentos portugueses, em que não se encontra nenhum matagal negligenciado.

Lá, a vegetação é perfeitamente cortada, de modo que as chances de ocorrência de um incêndio são muito menores.

THAMIRIS MITTER /Jornalista do Hoy

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