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Património

1 ano e 1 mês após destruição do Coreto de Évora está tudo na mesma

A TDS foi ver o coreto e deparou que nada está feito

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Foi a 4 de fevereiro de 2019 que um acidente com uma grua destruiu parcialmente o coreto do jardim principal de Évora.

“Os danos mais graves” do acidente “foram no coreto”, tendo ficado “uma grande parte destruída” pois a grua “caiu-lhe em cima”, disse na altura o vice-presidente da Câmara de Évora, João Rodrigues.

Uma viatura que estava estacionada no perímetro da obra também sofreu danos, indicou o responsável, referindo que a zona “foi vedada” e que inspectores da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) estiveram no local.

O responsável pela reconstrução do coreto será, segundo a autarquia, a empresa que realizou as obras no palácio D.Manuel, já que a grua pertence a estas obras.

As obras de requalificação do histórico Palácio de D. Manuel, em Évora, arrancaram em Outubro de 2018, prevendo um investimento de 1,2 milhões de euros para transformar o edifício num centro interpretativo e de acolhimento a turistas.

Artes

Berardo em Estremoz na inauguração de novo Museu.

Museu Berardo Estremoz conta as estórias e a História dos últimos oito séculos da azulejaria.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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O Museu Berardo Estremoz é uma iniciativa conjunta da Coleção Berardo e da Câmara Municipal de Estremoz.

“Museu aberto ao público”

Este equipamento museológico apresenta aquela que é considerada a maior e mais importante coleção privada de azulejos de Portugal. Composta por conjuntos azulejares in situ, património integrado na Quinta e Palácio da Bacalhôa (Azeitão) e no Palácio Tocha (Estremoz), e por mais de quatro mil e quinhentos exemplares móveis datados do século XIII ao século XXI, a Coleção Berardo permite percorrer a secular História do Azulejo.

Instalado no histórico Palácio Tocha, ele próprio enriquecido por alguns magníficos conjuntos de azulejaria tardo-Barroca e Rococó, o Museu Berardo Estremoz conta as estórias e a História dos últimos oito séculos da azulejaria, através da exposição inaugural, intitulada “800 Anos de História do Azulejo”.

Nas primeiras salas do Museu, o visitante é recebido com um notável conjunto de azulejaria espanhola, que acompanha a evolução das técnicas de corda-seca, aresta e majólica, assim como o alicatado produzido em Sevilha e Granada durante os séculos XIV, XV e XVI.

Na secção espanhola, merece especial destaque o teto com placas cerâmicas e a reconstrução de duas composições monumentais do século XVI, uma feita à maneira espanhola, e a outra à maneira portuguesa.

Também com raízes no século XVI e oriundos de Sevilha e Talavera são os azulejos de padrão ponta de diamante.

Entrando no vastíssimo acervo de azulejaria portuguesa, o visitante poderá vislumbrar um dos paradigmas da criatividade dos nossos azulejadores de seiscentos, o painel de azulejos de padrão de “Marvila”, formado por módulos losangulares de 12×12 azulejos, o de maior dimensão concebido no Mundo.

Nas salas do piso térreo, está exposto um vasto núcleo de padrões, alguns deles provenientes de igrejas onde a padronagem circunda frequentemente pequenos painéis com figuras de santos, cenas simbólicas ou narrativas religiosas.

Um dos temas mais místicos é a representação de um ostensório, no painel identificado como Alegoria Eucarística, sustentado por anjos.

O acesso ao piso superior é feito por uma escadaria monumental em mármore de Estremoz, revestida a painéis azulejares de finais da primeira metade do século XVIII. A porta em frente à escadaria dá acesso à divisão mais nobre do Palácio, em virtude do valioso programa decorativo com painéis de azulejos historiados.

A esta sala convencionou-se chamar “Sala das Batalhas”, pois nela se retratam vários episódios das vitórias dos Portugueses, imortalizados em painéis especificamente concebidos para este espaço e encomendados a reputadas oficinas de Lisboa do século XVIII.

A quase exclusividade dos temas religiosos da primeira metade do século XVII dá lugar à proliferação de temas profanos na segunda metade do século.

Um dos assuntos da azulejaria portuguesa de seiscentos, representado no Museu Berardo Estremoz e considerado um verdadeiro tesouro, é o das macacarias, cenas satíricas maioritariamente protagonizadas por símios, encontrando semblante no Museu Nacional do Azulejo em Lisboa.

A partir da última década do século XVII, o azulejo português inicia um novo ciclo evolutivo, caracterizado pela pintura exclusivamente a azul.

O espaço dispõe de vários painéis produzidos neste período.

No início do século XVIII, o pintor de azulejo assume o estatuto de artista, tal como aconteceu no século XVI, assinando com frequência os seus painéis.

Aqui começa uma época áurea da azulejaria portuguesa – o Ciclo dos Mestres – sendo que, neste Museu, podem ser vistas obras de Manuel dos Santos, Mestre P.M.P., Teotónio dos Santos e Nicolau de Freitas, entre outros.

Inseridos no período chamado “Regresso à cor” estão os dois extraordinários painéis recortados Eleita como o Sol eFormosa como a Lua, datados do segundo quartel do século XVIII. Algumas das mais originais produções de azulejo português da centúria incluem as chamadas “Figuras de Convite”, das quais se contam vários exemplares em exposição, com destaque para a rara figura feminina que acolhe os visitantes no átrio de entrada do Museu. Ainda no Piso 1, poderá vislumbrar a “figura avulsa”, a Produção Holandesa e a Produção Coimbrã.

A alteração no gosto a partir de meados do século XVIII coincide com a afirmação de um novo estilo internacional, o Rococó. Algumas das mais interessantes manifestações de azulejaria deste período, com continuidade no seguinte, são os “registos”, largamente representados nesta exposição.

Já em estilo Neoclássico, apresenta-se uma peça com grande presença, o registo de Nossa Senhora da Conceição, São José com o Menino e São Marçal, datado de 1802.

Dentro deste estilo, merece destaque o par de painéis historiados, provenientes do Mosteiro de Refóios do Lima e, da mesma origem, o par de espaldares de banco, todos datados do início do século XIX.

O Museu Berardo Estremoz tem ainda uma sala dedicada ao azulejo Pombalino, com uma variedade enorme de padrões, e prolonga-se no tempo percorrendo os estilos Revivalista e Nacionalista dos finais do século XIX e princípios do XX.

Apresenta também uma grande mostra de padronagem industrial; percorre o Movimento Arte Nova e Arte Deco, culminando com os grandes artistas que marcaram a segunda metade do século XX e os que iniciaram o século XXI.

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